Fone e WhatsApp: (51) 9696 2506 - (vivo) Psicóloga em Porto Alegre. Atendimento de psicoterapia de Casal, Família, Adolescente, Adulto e Idoso. Formada pela PUCRS e com Pós-graduação em Psicoterapia Psicanalítica durante 4 anos no Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre - CEP de PA.
BUSCA DO PARCEIRO AMOROSO NA VIDA ADULTA.
A dúvida intrigante é porque escolhemos alguém que, muitas vezes, se assemelha aos nossos cuidadores ou a nós mesmos e como ocorre esta identificação com algo que não podemos ver e nem sequer pensar sobre o que está acontecendo.
Podemos nos identificar com as coisas boas do indivíduo ou com o sintoma que ele apresenta, o que está atras desta escolha que fizemos? problemas que se apresentam no outro, mas que reconhecemos como nosso,Quando a pessoa anula o outro e se identifica com o sintoma, no senso comum se diz que é empatia para nós psicologos tem a ver com a identificação. A pessoa pode se identificar de duas maneiras, a primeira é através da vontade consciente o que chamamos de admiração, gostar do jeito dela, de como ela se veste, enfim traços que são visíveis e que você adota como seus. A segunda forma é a inconsciente, buscamos aqui os traços e se possível incorpora-los e não temos consciência porque fazemos ou porque escolhemos certa pessoa para amar ou odiar.
As pessoas tendem a buscar, para se unirem, parceiros semelhantes, na aparência física, inteligência ou, até mesmo, com preferências iguais, enfim, procuram uma semelhança para decidirem qual será a pessoa ideal para compartilhar suas vidas, além disso tentam buscar, na repetição, a semelhança da relação dos seus próprios pais, ou seja, a aproximação com a mesma felicidade e união se assim o tiveram e vice versa.
Nossa escolha da pessoa amada ,evidenciando que o que tem por trás da pessoa que escolhemos para amar na vida adulta, nada mais é que uma representação do amor e cuidado que recebemos na nossa infânci. A identificação,pode ter um caráter de dois valores desde o início, pois a criança pode ter um sentimento enorme de ternura, identificando-se com pessoa amada; ou o contrário, identificando-se com quem ela não ama.O sujeito pode identificar-se não só com a parte integrante do outro que seja visível, mas também “com as emoções, sentimentos, afetos, desejos e até fantasias, ocultas na vida interior da outra pessoa esta seria uma identificação não visível (inconsciente).Para que a identificação seja parte integrante e normal do desenvolvimento da criança,sugere-se que, tanto o ambiente, quanto os cuidados passados para esta, sejam pertinentes a cada fase, e que satisfaçam às suas necessidades primordiais relevantes ao período em que está vivendo, mas estes cuidados não podem ser exagerados e nem diminutos. A criança necessita de um pai presente para que se identifique com este e de uma mãe que a proteja e que ao mesmo tempo não seja tão sedutora com a criança, ou seja, a mãe não deve disponibilizar um cuidado extremo para a criança, impondo, também, quando necessário, limites para sua formação. Pode ocorrer também a identificação defensiva, quando a criança está sendo ensinada a viver em sociedade, e as exigências pessoais internas dos pais são passadas para o filho, a criança então forma sentimentos de punição, agressão, raiva, gerando um conflito interno e interiorizando estes padrões, formando, assim, um traço de caráter rígido.
O vínculo inicial com a mãe começa no processo de amamentação, com o seio e na incorporação do alimento na primeira mamada que é repassado pela mãe. é neste momento da incorporação, em que as simbolizações ainda não existem, que a criança sente ter a mãe dentro de si. Como há uma falta de simbolização, a criança precisa de algo que seja concreto para que ocorra a incorporação e assim sucessivamente ocorra a identificação que, neste caso, será o leite e o seio da mãe.É tudo muito complexo mas se vc não sabe porque fez suas escolhas e isso esta lhe causando sofrimento, busque a ajuda de um psicanalista este irá lhe ajudar a desvendar os mistérios do seu inconsciente.
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