PERTURBAÇÃO DO COMPORTAMENTO INFANTIL.



Existem três níveis de perturbação de comportamento da criança e do adolescente, o primeiro é o que chamamos integrado ao nível solitário, incluí os distúrbios que se manifestam exclusivamente, ou quase em contexto familiar, com as pessoas que moram na mesma casa, através da presença de agressão verbal ou físicas para com as pessoas sem caráter de grupo. No segundo nível grupal, a criança têm comportamentos agressivos para com os outros, predominantemente quando em atividade em grupo. As crianças e adolescentes que se enquadram neste grupo, são egoístas, têm sentimentos de culpa, tem níveis de auto-estima baixos e más relações com os outros. Deve-se ficar atento a essa categoria em particular nas crianças com mais idade, dado que os transtornos de conduta que apresentam uma significação clínica,se fazem acompanhar de comportamentos anti-sociais ou agressivos em uma intensidade maior que a primeira. O terceiro e último nível é um misto dos dois anteriores, algumas crianças tem alterações nos dois níveis.
A função parental funciona como alicerce à estruturação do psiquismo da criança. As relações parentais dos nossos dias se instalaram em pólos opostos, por um lado a negligência, por outro a super proteção, e parece que hoje há uma recusa de pensar no que é efetivamente ser mãe ou pai no significado da sua essência, na importância vital  do ser maternal  do qual depende a construção do ser humano que é um filho.
A irresponsabilidade apresenta-se em atitudes parentais despreocupadas, pois seria tarefa dos pais estabelecer limites, separar a fantasia da realidade o que não acontecendo estimula a desobediência e os transtornos de conduta, levando os seus filhos incapazes de esperar, reter, tolerar, conciliar, emergindo uma nítida falha pelo fato de não terem sido interiorizadas as regras mais elementares. Quando a função dos pais falha no primordial de preparar um filho para o futuro dando-lhe autonomia através da segurança e da confiança, que é adquirida com o estabelecimento de limites claros privando a criança de frustrações e sofrimentos desnecessários, converte isto em prejuízo a quem defende mais amar, a criança.
Tornar-se adulto é ser capaz de viver todos esses confrontos. Enfim ambientes onde a criança é o centro das atenções, onde a escola é a sua única responsabilidade, onde lhe é satisfeito qualquer capricho imediato, propiciam que o cérebro se converta em um cérebro frágil e incapaz de pensar sua própria vida, conduzindo para o fracasso da vida social.

 

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