A DIFÍCIL TAREFA DE DEIXAR A CASA PATERNA E TORNAR-SE ADULTO.
Não é fácil, em nossos dias, descrever o que é ser adulto. A complexidade, a diversidade e as singularidades da cultura contemporânea nos revelam diferentes manifestações do ser adulto. Nós, psicoterapeutas, lidamos no dia-a-dia dos atendimentos, com este fenômeno da adultescência. Somos visitados e testemunhamos toda essa dor e dificuldade na aceitação de mudanças e transformações. Mas afinal, o que vem a ser adultescência? Definimos como sendo uma pessoa imbuída de cultura jovem, mas com idade suficiente para não o ser. Geralmente entre 35 e 45 anos, os adultescentes não conseguem aceitar o fato de estarem deixando de ser jovens. Não conseguem aceitar o fato de deixarem a casa dos pais e, se casados, não conseguem assumir suas responsabilidades, dificultando o relacionamento com o cônjuge devido à interdependência com os pais, impossibilitando assim, uma relação duradoura, ou seja, dificuldade em formar vínculos. Na realidade, existe dentro de cada um, uma profunda fragilidade de ego, uma descrença em si mesmo ou toda uma história de um contexto implícito, na dinâmica da família, contribuindo para esta incapacidade. Talvez, a existência da formação de um conluio ou acordo formado entre pais e filhos, no qual se beneficiam de alguma forma, dificultando a autonomia ou independência emocional de ambos. Ser enviado de encontro ao mundo significa o final da infância e adolescência, então deve começar o processo longo e difícil de se transformar em adulto.
Num nível diferente, a atitude da mãe significa que embora ela possa proteger o filho contra os perigos que a luta pela masculinidade envolve, não pode consegui-la por ele, só ele mesmo pode fazê-lo.
O pai deve encorajar o desenvolvimento sexual puberal da criança, particularmente quando ele busca metas e realizações no mundo maior. O erro dos pais é basicamente a falta de uma resposta apropriada e sensível aos vários problemas envolvidos na maturação pessoal, social e sexual da criança. O limite deve existir, é claro, e isto é muito importante. Filhos necessitam de se sentirem cuidados, pois sentem que são amados. Temos que ter sabedoria, percepção e discernimento para entender o momento de suas descobertas e conquistas para seu crescimento em todos os sentidos e direção. Somente assim nossos filhos se tornarão adultos capazes de terem relações estáveis e enfrentarem a vida adulta de modo saudável sem a dependência dos pais construindo seus lares harmônicos e felizes.
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