Fone e WhatsApp: (51) 9696 2506 - (vivo) Psicóloga em Porto Alegre. Atendimento de psicoterapia de Casal, Família, Adolescente, Adulto e Idoso. Formada pela PUCRS e com Pós-graduação em Psicoterapia Psicanalítica durante 4 anos no Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre - CEP de PA.
A FUNÇÃO DO PAI NA VIDA DOS FILHOS... O bom relacionamento do pai funciona como um espelho para o filho.
Para o menino o pai contribui para identificação com as funções masculinas, através de sentimentos protetores ao ajuda-lo em suas dificuldades, estimulando o desenvolvimento criativo em seus diferentes estágios.
As meninas por meio do convívio com um pai bom, incorporam sua imagem que de forma positiva as ajudarão a fazer escolhas menos conflituosas e mais sadias com o sexo oposto.
Pai e mãe são figuras complementares e as conseqüências da carência paterna
são tão graves quanto as da materna.
O pai tem uma importante participação na noção de trabalho (tanto para o menino quanto para a menina), de responsabilidade, de disciplina, de cumprimento de horários e de restabelecimento com lei. Assistimos no nosso cotidiano a um fenômeno social e cultural que muito tem nos chamado atenção: a desvalorização da função paterna, o lugar da lei, tem sido preterido a pretexto de algumas mudança na contemporaneidade e o resultado disso é a violência e a falta de organização psíquica. Por isso quando pensamos em função paterna algumas tarefas básicas surgem como consenso. O pai é aquele que se introduz na díade mãe e filho com o objetivo de impedir que a relação fusional que mantém a criança grudada a mãe desde o nascimento impeça o desenvolvimento da individualidade da criança, o pai age como um facilitador da separação-individuação impulsionando o filho a seguir adiante. A partir deste momento ele se oferece como um elemento importante e fundamental para a identificação que antes era restrito a mãe. Contudo o pai só fará parte desta dinâmica se for reconhecido pela mãe como tal se for reconhecido como uma autoridade da lei. É importante também que o pai se predispunha a fazer parte desta relação mãe-filho e conheça a responsabilidade desta função. O exercício da função paterna pressupõe muito mais do que a simples presença masculina na relação com o filho, acreditamos que esta função se localiza no espaço entendido como a representação da lei . Se a lei do pai é aceita e internalizada progressivamente pelo filho, esse, filho, passa a ver que no mundo existem as outras pessoas, que o mundo não é só dela e para ela. A entrada no mundo humano marca a despedida da onipotência infantil, além de ressaltar para a criança o contato com os próprios limites, com a alteridade e com a morte. A obediência à lei, a ordem e a moral é sem dúvida nenhuma um ato de filiação.
Ao se constituir “lei” a função paterna favorece a formação do superego (do que é certo e errado em cada cultura), propicia para criança e para o adolescente a possibilidade de interiorização de uma série de regras morais que são fundamentais para o convívio social.
O pai é o sustentador da lei, ele esta na posição de representá-la para a criança. A presença da função paterna garante o funcionamento das instituições ou de quaisquer formações coletivas, a lei paterna introjetada assegura a permanência do que se costuma chamar de vínculo ou laço social. PRECISAMOS URGENTE DE VOLTA NA SOCIEDADE A FUNÇÃO PATERNA para que possamos desenvolver uma sociedade mais saudável, dentro é claro das potencialidades de cada um, só assim a agressividade e a violência que nos abala tanto terá um caminho diferente. A função paterna forma indivíduos mais maduros e preparados para exercer seu papel na sociedade e como futuros pais.
Acreditamos que se não conseguirmos recuperar o papel do pai (da lei), sera muito difícil termos jovens que neste momento vêem a lei (função do pai), no traficante, nas armas, e na violência. A falta do pai os leva para o caminho da exclusão e do desvio. Se vivemos em um mundo sem limites é porque a sociedade perdeu a noção da diferença dos papeis parentais. Precisamos resgatar o espaço que a função paterna sempre teve ao longo da historia na relação com seus filhos, espaço este que nos dava liberdade e segurança.
Leslie Marion Menezes
Pisicologa-Psicanalista CRP 07/08491
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ótima matéria....
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