Fone e WhatsApp: (51) 9696 2506 - (vivo) Psicóloga em Porto Alegre. Atendimento de psicoterapia de Casal, Família, Adolescente, Adulto e Idoso. Formada pela PUCRS e com Pós-graduação em Psicoterapia Psicanalítica durante 4 anos no Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre - CEP de PA.
ipocondria e transtorno dismórfico corporal (TDC)
Classificados como transtornos somatoformes, caracterizam-se por idéias prevalentes ou supervalorizadas, implicando, portanto, maior prejuízo da capacidade crítica. Tais pacientes costumam resistir ao encaminhamento para tratamento psiquiátrico ou psicológico, pois consideram apresentar algum problema físico (de saúde na hipocondria e estético no TDC).
Enquanto no TOC há medo de adoecer (em geral por contaminação) ou dúvida sobre estar ou não doente (idéias obsessivas), na hipocondria existe a suspeita ou crença de já estar com alguma doença grave a partir da interpretação errônea de sinais ou sintomas físicos, com busca de diversos serviços médicos e especialistas, solicitação de exames subsidiários e descrença nos profissionais que neguem a existência do problema físico. A relação médico-paciente costuma ser difícil e frustrante bilateralmente, por vezes com franca hostilidade. As preocupações são recorrentes como no TOC, e pode-se pensar nas consultas e nos exames como rituais de verificação da saúde. Os hipocondríacos também apresentam superestimação de riscos e impossibilidade de se assegurar diante das evidências.
No TDC os pacientes procuram principalmente dermatologistas e cirurgiões plásticos para tentar corrigir o suposto ou mínimo defeito físico que os atormenta, tendo comportamentos de verificação e evitação social por vezes com prejuízos pessoais significativos.
Como no TOC, o tipo de preocupação irracional pode variar ao longo do tempo, mas, nesses dois quadros, atém-se ao plano somático. No TOC as obsessões de contaminação podem incluir o medo de vir a contaminar pessoas queridas, mas as obsessões somáticas nem sempre são claramente egodistônicas, dificultando a diferenciação.
É importante relembrar que a simples ocorrência de sintomas obsessivo-compulsivos não implica o diagnóstico de TOC. Eles podem fazer parte da apresentação clínica de outro transtorno primário, como as depressões, esquizofrenias e demências. Podem também ser manifestações normais em determinadas fases da vida, como na infância (p. ex.: rituais na hora de dormir),2 gravidez e puerpério (p. ex.: pensamentos intrusivos sobre a saúde do feto ou rituais de verificação do bem-estar do recém-nascido).
Depressão
Ruminações obsessivas são comuns na depressão, e depressões são as complicações mais freqüentes do TOC. Por essa estreita relação, o TOC já foi considerado uma forma de melancolia. Enquanto as depressões tendem à evolução fásica e predominam em mulheres, o TOC costuma ser crônico, acometendo igualmente homens e mulheres.5 As medicações antiobsessivas são os antidepressivos, sendo porém eficazes apenas os de ação preponderantemente serotoninérgica, em geral em doses altas e com maior tempo de latência para o efeito (até 12 semanas no TOC).
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