O DIREITO DE INFORMAÇÃO SOBRE A DOENÇA DE ALZHEIMER.

Hoje em dia, cada vez mais pessoas com a doença de Alzheimer têm sido informadas acerca do seu diagnóstico. Isto deve-se provavelmente a uma maior consciencialização da doença. Algumas pessoas podem não querer ser informadas do diagnóstico. 
No entanto, considera-se, geralmente, que todos deveriam ter o direito e ser-lhes dada a oportunidade de decidir se preferem tomar conhecimento ou declinar este direito. Existem prós e contras em informar alguém acerca do seu diagnóstico. Também, a partir do momento em que se decide informar alguém acerca do seu diagnóstico, pode surgir o problema de como informar a pessoa. 
Prós e contras em contar à pessoa
Em muitos dos casos, em resultado da preocupação manifestada pelos membros da família, fazer um diagnóstico. Muitas das vezes, as pessoas com demência não se encontram conscientes, ou não reconhecem o fato de terem um problema. Não estão, por isso, interessados em obter um diagnóstico. 
Alguns podem sentir-se deprimidos quando sabem, ou sentir que seriam mais felizes se não soubessem. Quando uma pessoa sabe que tem a doença de Alzheimer, e compreende o que isso implica, pode planear como tirar mais partido dos anos de funcionamento mental, relativamente consistente, que lhes restam. Podem, igualmente, adotar um papel importante na preparação do acompanhamento, para encontrar quem possa cuidar deles, fazer decisões financeiras importantes, e podem mesmo decidir participar na investigação, ou providenciar os preparativos necessários para doar tecido cerebral para ser investigado após a sua morte. 
Como informar a pessoa acerca do diagnóstico
Alguns familiares e amigos podem vir a sentir dificuldades em abordar o assunto. Algumas pessoas preferiam que lhes contassem em privado, enquanto outros podem achar mais reconfortante que lhes seja transmitido na presença da família, que lhes poderia dar apoio moral e emocional. Uma outra possibilidade é a de combinar que seja o médico da pessoa a contar-lhe. Pode ajudar, combinar e a pessoa vai ao médico acompanhado ou sozinho. O médico poderia então responder a quaisquer perguntas que, tanto o cuidador como a pessoa com demência tivessem. A forma de explicar o diagnóstico depende da capacidade de compreensão da pessoa. Algumas pessoas podem compreender uma explicação sobre o que é a doença, como tende a progredir e as repercussões na vida diária, enquanto outras podem apenas ser capazes de perceber que têm uma doença que implica a perda de memória. Ao serem informados, podem necessitar de apoio para lidar com sentimentos de revolta, auto-culpabilização, medo e depressão. Alguns podem vir a beneficiar de aconselhamento e grupos de apoio, desde que a doença não esteja demasiadamente avançada. 

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