TESTES NEUROPSICOLÓGICOS PARA DIAGNÓSTICO DA DOENÇA DE ALZHEIMER.

Segundo o DSM-IV-TR (2000), para o diagnóstico de demência é necessário o comprometimento da memória e de, pelo menos, um dos seguintes domínios cognitivos: linguagem, praxia, gnosia ou função executiva. O CID-10 define a Doença de Alzheimer como “doença cerebral degenerativa primária de etiologia desconhecida. O transtorno é usualmente insidioso no início e se desenvolve lenta, mas continuamente, durante um período de vários anos”. Nos sintomas iniciais aparecem exuberantes alterações de comportamento (delírios de ciúme), que progrediam gradualmente com perdas progressivas de memória, de capacidade crítica e de linguagem.
Três hipóteses atualmente dominam as frentes de estudos de DA. Na primeira delas, os pesquisadores descrevem uma proteína de membrana normal que se deposita em grande quantidade no cérebro, chamada beta-amilóide. Ao sofrer um processo anormal, ela acabaria tendo efeito tóxico e nocivo no sistema nervoso central. Ou seja, as células cerebrais começariam a morrer e a formar cicatrizes em forma de estruturas microscópicas, as chamadas placas senis. Estas, aliadas à morte dos neurônios, vão gradualmente impedindo o cérebro de funcionar convenientemente, gerando um processo cíclico.
Já na segunda hipótese, o Alzheimer estaria diretamente ligado ao vírus que causa a herpes simples, o HSV1. Um estudo realizado por cientistas ingleses revela que as placas de proteína do cérebro dos que sofrem de DA contêm DNA do vírus do herpes. Os cientistas suspeitam que o vírus se aloje no cérebro aproveitando-se da fraqueza imunológica promovida pelo herpes e estabelece ali uma infecção latente, ativada por fatores como estresse, supressão imunológica e infecções variadas.
E finalmente, em 2005 foi sugerido por Rivera et al. que o aparecimento da doença de Alzheimer pode estar associado com uma nova forma de diabetes, denominada pelos autores de Diabetes tipo 3. Apesar de ser o pâncreas o principal responsável pela distribuição da insulina, a queda dos níveis desta no cérebro provoca a denominada diabetes tipo 3. No estudo, verificou-se que o cérebro produz uma pequena quantidade de insulina e de proteínas. O fato de existir um adequado nível de insulina, bem como o correto funcionamento dos receptores, é descrito como vital para a sobrevivência das células do cérebro. Dentre os critérios clínicos mais utilizados para o diagnóstico de DA, incluem-se o comprometimento progressivo da memória, associado a algum outro distúrbio ou comprometimento de outras funções cognitivas, como linguagem, habilidades visuoespaciais e visuoperceptivas. A DA progride em três estágios de forma relativamente previsível em grande parte dos casos.
O primeiro estágio tem como principal característica a perda de memória para fatos recentes, com preservação dos fatos remotos. A linguagem também pode estar alterada, sobretudo nos casos pré-senis. O paciente apresenta discurso vazio, com pobreza de substantivos e de idéias, além de dificuldade de nomeação e diminuição da fluência verbal. No segundo estágio, a linguagem é caracterizada por discurso fluente e parafrásico (deformações de palavras existentes, por exemplo: caneira no lugar de cadeira), acompanhada
de compreensão alterada e repetição relativamente preservada. A memória remota passa a ficar comprometida, assim como a recente. As habilidades visuoespaciais são progressivamente danificadas e os pacientes perdem-se dentro da própria casa. No final, todas as funções cognitivas estão gravemente prejudicadas. A fluência verbal se reduz à ecolalia (repetição da última ou últimas palavras que alguém dirigiu ao enfermo), palilalia (repetição automática e estereotipada pelo enfermo da última ou últimas palavras que ele mesmo emitiu) ou mutismo (ausência de resposta verbal oral). Ocorre incontinência esfincteriana e o paciente desenvolve rigidez muscular generalizada.
Um dos tipos de memória afetada na DA é a memória episódica (relacionada aos acontecimentos). Esta requer o funcionamento do hipocampo, estrutura do cérebro responsável pela formação de novas memórias. Esta memória tem vida curta enquanto depender do hipocampo e, para torná-la duradoura, é necessária a reconsolidação por meio do sono e da constante utilização. Os testes neuropsicológicos,assim como a própria Neuropsicologia, derivam de várias práticas: do exame neurológico clínico, da Psicologia Experimental e Clínica e da própria pesquisa em Neuropsicologia.
A avaliação neuropsicológica tem se mostrado de valor fundamental ao trabalho de vários profissionais e serviços, médicos ou não-médicos, tendo em vista que ela propicia um amplo leque de aplicações em diferentes contextos. Os testes são norteados por seis tipos de requisições: auxílio diagnóstico,prognóstico, orientação para o tratamento, auxílio para o planejamento da reabilitação, seleção de pacientes para técnicas especiais e perícia.
No auxílio diagnóstico, a avaliação visa responder uma pergunta que tem a ver com a origem, a natureza ou dinâmica da condição em estudo. Em boa parte das solicitações, indica que há dúvida quanto ao diagnóstico ou quanto à extensão dos problemas. Já no prognóstico, o diagnóstico já está feito, mas deseja-se estabelecer o curso da evolução e o impacto que tal patologia terá em longo prazo.
Entre os empregos e objetivos da investigação neuropsicológica, a orientação para o tratamento é das mais importantes. Ao estabelecer a relação entre o comportamento e a patologia, a avaliação neuropsicológica não só delimita áreas de disfunção, mas também estabelece a dinâmica das desordens em estudo.
A hipótese do Diabetes 3, supõe que a utilização da glicose e do metabolismo energético são reguladas pela insulina e pela insulina como fator de crescimento I (insulin-like growth factor I ─ IGF-I), respectivamente. Descobriu-se que a queda da utilização de glicose e deficiência metabólica ocorrem no início da DA. O estudo mostrou anormalidades na A hipótese do Diabetes 3, supõe que a utilização da glicose e do metabolismo energético são reguladas pela insulina e pela insulina como fator de crescimento I (insulin-like growth factor I ─ IGF-I), respectivamente.seria uma doença neuro-endócrina, fazendo um paralelo com a diabetes mellitus sugerindo que a demência em questão seria uma doença neuro-endócrina, fazendo um paralelo com a diabetes mellitus.
.A hipótese do Diabetes 3, supõe que a utilização da glicose e do metabolismo energético são reguladas pela insulina e pela insulina como fator de crescimento I (insulin-like growth factor I ─ IGF-I), respectivamente. Descobriu-se que a queda da utilização de glicose e deficiência metabólica ocorrem no início da DA. O estudo mostrou anormalidades na insulina e no IGF-I de indivíduos portadores de DA, sugerindo que além de avaliar a qualidade de vida, deve-se computar o nível de depressão em que apessoa, com a enfermidade ou não, se encontra. A depressão é o problema de saúde mental mais comum na terceira idade, tendo impacto negativo em todos os aspectos de vida foram desenvolvidos um instrumento de triagem para depressão, a Escala de Depressão Geriátrica (EDG).


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